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EDIÇÃO #91 • 15/09/2026 • THEDROPS.COM.BR |
Bom dia, Dropper!
Enquanto a gente aposta nas IAs, parece que o que vende mesmo é saúde, esporte e entretenimento…
No MarketingDrops de hoje…
• Inteligência artificial: ganhando relevância na decisão.
• Atletas: influenciando mais do que influencers;
• Consideração: as marcas que mais cresceram nos EUA;
• Dados: o gargalo no marketing brasileiro.
Na seção “Campanhas que eu gostaria de ter criado”: a filha rebelde (e deserdada) de Elon Musk estreia campanha da marca Desigual na Espanha, destruindo robôs do pai e reforçando o posicionamento da marca “Born to Desobey”.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Personal Assistant Shopper
1 em cada 3 consumidores da GenZ já cita a IA como fonte de recomendação de compra.

Navegar na internet mudou: “buscar no Google” → “perguntar para o chatbot”.
O mesmo vai acontecer com as compras online: "buscar nas lojas” → “pedir para o chat escolher o melhor produto”.
Agora, um levantamento do BoF Insights com a Amazon Fashion & Sports, feito na Europa, coloca números nessa trend:
🔷 22% dos consumidores já citam a IA como fonte de recomendação de compra (para fashion e sports).
🔷 Na Gen Z esse número já sobe para 33%.
🔷 Outro estudo nos EUA diz que 9,2% dos consumidores já usam chat para pesquisar produtos no geral.
🔷 No Brasil, a CX Trends diz que 15% dos consumidores já usam IA nas pesquisas pré-compra.

Se lidar com CTR já era difícil, converter dentro das IAs é o novo desafio que todo CEO quer ver o time de marketing vencendo. O problema é que, antes de pensar em conteúdo, estratégia ou qualquer outra coisa, existe uma etapa bem menos sexy: organizar os dados dos produtos. Hoje, só 19% das marcas e varejistas tratam a organização dos dados de catálogo como prioridade.

DISCUSSÃO DA SEMANA
Você já descobriu e comprou alguma marca pelo ChatGPT? Já viu alguma marca fazer uma ação boa por lá? Acha que os anúncios vieram para ficar, ou é só mais do mesmo?
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HYPE OU TREND?
Atleta-Propaganda: melhor que influencer

Com gol de cobertura, recorde mundial na corrida com barreiras, manobra no skate ou backhand poderoso, desde que o mundo é mundo - e que a mídia é mídia -, atletas vendem. Um estudo da Amazon agora mostra que eles estão no pódio da confiança, à frente da IA, do micro-influencer e do artista celebridade.
A história desse game não surgiu com as redes sociais:
Red Stocking Cigars, 1874: usa o jogador George Wright num maço de cigarro. Sem contrato conhecido.
Honus Wagner, 1905: aceita US$ 75 para colocar seu nome em um taco de baseball.
Nike, 1984: aposta US$ 2,5 milhões num novato que nem queria assinar. Meta de vendas: US$ 3 milhões em 4 anos. Resultado no ano 1: US$ 126 milhões. O novato chamava Michael Jordan.
WePinkoVini Jr, 2026: 14 patrocínios simultâneos, ~US$ 55-58 milhões/ano, gerido pela Roc Nation (empresa de Jay-Z).
Pra ter uma ideia do potencial: nos EUA existe um mercado inteiro chamado NIL (Name, Image and Likeness), uma série de regras de 2021 que permitem que um atleta universitário lucre com a própria imagem. Só esse mercado saltou de US$ 918 milhões para US$ 2,75 bilhões em quatro anos.
Toda essa visibilidade e confiança se traduz em engajamento que deixa qualquer marqueteiro feliz. Um report da OpenSponsorship chamado “State of Athlete Marketing 2027” mostra que posts dos profissionais do esporte têm 10,97% de engajamento, contra 4,92% para influenciadores em geral. O CMO curtiu e compartilhou!
Um jogo, mais de 50 marcas
Essa semana começou o SP Open de tênis no Villa-Lobos, com 45 marcas ativando no torneio (alta de 18,4%). E só a atleta Leylah Fernandez tem pelo menos 16 marcas no currículo.
E esse foco em esportes?

ESTRATÉGIA
Corrida das Marcas
As marcas mais rápidas dos velho-oeste EUA.

O mercado tem uma coisa em comum com o War (o jogo): quem quer vencer precisa expandir. Mas uma pesquisa sobre as marcas dos EUA mostra que só 14% delas ganharam consideração de compra no último ano, contra 94% do ano anterior. O consumidor está pessimista, mas o que importa aqui é a inspiração das marcas:
A MARCA QUE MAIS CRESCEU POR 5 ANOS SEGUIDOS: PEACOCK
A Peacock é o streaming da NBCUniversal e apostou forte em live content: NFL, Premier League, WWE, Super Bowl e, agora, NBA (Alô, CazéTV!) A audiência chega pelo evento e a publicidade monetiza a atenção. Tanto que a maioria dos assinantes está no plano com anúncios, e a receita publicitária cresceu 20% no último ano.
O QUE MAIS CRESCEU ESTE ANO: MR. PIBB
Esse caso é curioso, porque a Coca-Cola resolveu assumir o segundo lugar. Vendo o crescimento do Dr Pepper, a empresa apostou na nostalgia: relançou um refrigerante de 54 anos mirando na Geração X. E fez isso com um comercial que assume justamente o papel de quem vive à sombra do concorrente.
O QUE MAIS CRESCEU EM AWARENESS: GATORLYTE
A versão "séria" do Gatorade (da PepsiCo) tem menos açúcar, cores menos vibrantes e cara de laboratório em vez de jogo escolar. A aposta foi presença física junto aos esportistas de elite, com banco de time, vestiário e evento de alto nível. Foi o que mais cresceu em awareness nos últimos 5 anos: de 30% para 53%.
O QUE MAIS CRESCEU NA GERAÇÃO Z: CUTWATER
O mito da geração que não bebe acabou. A marca que mais cresceu com a Geração Z foi um coquetel enlatado da AB-Inbev. A estratégia é lançar sabor pra caramba (26 até agora) e patrocinar campeonatos para competir com a cerveja. Vai até estrear no Super Bowl de 2027.
Não é à toa que todos os casos giram em torno de esporte ou nostalgia. Esses são os atalhos mais confiáveis para comprar atenção em massa e isso combina com o retrato maior do relatório: em ano de aperto, quem cresceu não inventou categoria nova, reforçou o que o consumidor já confia.

OPINIÃO
“O esporte reúne atributos que as marcas buscam: alcance, atenção ao vivo, fandom, emoção e associações com longevidade e performance. Acredito que cada vez mais marcas estarão ligadas a um esporte ou esportista: o desafio será fazer isso de forma endógena, sem parecer oportunista.”
Thiago la Torre, Editor de Marketing na TheDrops.com.br

DROPPED BY BLIP
Sua marca está pronta pra essa conversa?
68% das pesquisas do Google já não geram nenhum clique. E 67% acreditam que, nos próximos cinco anos, consumidores vão conversar mais com agentes de IA do que diretamente com pessoas.
A Blip e a WGSN estão trazendo a atenção pra tendência de B2AI2C (business-to-AI-to-consumer): um cenário em que agentes de IA mediam a relação entre marcas e consumidores.
Pro marketing, isso significa ter duas audiências: o consumidor e o agente do consumidor. E isso exige mais do que um bom posicionamento.
O estudo Futuros Conversacionais 27/28, mapeou essa nova relação e como se preparar. Dados estruturados. Produtos legíveis por IA. Preços e políticas interpretáveis. APIs disponíveis. Conteúdo para humanos + máquinas. Acesse o report completo aqui →

GIRO DE NOTÍCIAS
→ Amazon vira revendedora oficial do ChatGPT Ads ao colocar o inventário da plataforma no seu DSP.
→ Google Ads passa a priorizar cliente que tá quase entrando na loja física. O Performance Max agora puxa sinal do Maps e do Waze para achar quem está perto e prestes a agir.
→ Google Ads começa a criar dashboards a partir de prompts. Digitou o que quer analisar, a IA já devolve o relatório.
→ Google também turbinou o Data Manager e o Meridian com IA agêntica para auditar dados.
→ Meta compra startup sueca para turbinar agente de vendas no WhatsApp.
→ OpenAI testa formato de anúncio nativo que abre chat em vez de levar ao site da marca.

PRIVACIDADE
Cookie Monster não existe
Restrição de privacidade é a última da lista de preocupações do líder brasileiro.

O marketing brasileiro já é maduro em dados. Uma nova pesquisa da Uncover com Makers mostra que 75% tratam dado como fator determinante nas decisões. 47% já combinam MMM, atribuição e experimentação para medir retorno. 59% decidem investimento a partir de uma combinação de sinais, não de um número isolado.
E quando se pergunta o que realmente desafia a mensuração hoje, a lista sai assim:
🔷 50%: a complexidade geral do ecossistema.
🔷 28%: a dificuldade de acompanhar toda a jornada do consumidor.
🔷 13%: a multiplicação de canais e plataformas.
🔷 5%: a influência crescente de creators e conteúdo.
🔷 3%: as restrições de dados e privacidade.
O “apocalipse da mensuração” está na lista. Só que na última posição.
O problema real é outro. Só 9% confiam plenamente na própria capacidade de medir marketing. Talvez o que falte não sejam dados, ferramentas ou regulação, mas letramento para confiar no que já se tem.
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