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EDIÇÃO #87 • 25/08/2026 • THEDROPS.COM.BR |
Bom dia, Dropper!
Escolha sua estratégia: Social com IA, Social com creators funcionários, ou GEO?
No MarketingDrops de hoje…
• Mapa do GEOuro: últimas mudanças e um playbook para GEO;
• EGC: Postar nas redes sociais agora é parte do currículo;
• Social media: amigo tem CPF, não CNPJ;
• Soy latino IAmericano: ferramentas de IA mais usadas;
Na seção Campanhas que eu gostaria de ter criado: a Krispy Kreme acaba de encontrar um jeito simples de capturar todos os millennials: lançou uma pokebola donuts inspirados em Pokémon. A estratégia é quase infalível: mirar em quem cresceu vendo rosquinhas na TV e deixar o Pikachu fazer o resto.

TECNOLOGIA
O mapa do SEO GEO mudou de novo
O Reddit caiu de 15% pra 0% nas citações do ChatGPT em uma semana. A internet está tentando descobrir o novo “mapa da mina”.

SEO sempre foi jogo de gato e rato: você aprende a ranquear, o Google muda as regras do algoritmo. Agora, além de otimizar para mecanismos de busca, você também precisa otimizar para chatbots - e assim como seu antecessor, a OpenAI também mudou as regras do jogo e alterou como o ChatGPT quebra buscas em prompts…
← Antes, o modelo quebrava seu prompt em sub-buscas curtas e genéricas, tipo: crm pequenas empresas.
→ Agora, as sub-buscas ficaram mais longas e ganharam domínio embutido, tipo site:ibm.com crm para empresas. Em vez de perguntar ao mercado, o modelo vai direto na doc oficial de uma marca grande.
De 0,37% para 16,8% em um único dia: é o salto da fatia de buscas do ChatGPT que vai direto atrás de um domínio específico em vez de deixar a busca aberta decidir. Mais de 400 milhões de prompts que deixaram de perguntar pra internet e passaram a bater na porta de uma marca.
Apesar da trabalheira, teve empresa que já achou o mapa do tesouro GEOuro: a Tally já tem a busca por IA como principal canal de aquisição. Para isso, a estratégia consistiu em…
Escrever no formato que a IA já usa: um hub com 7 páginas de comparação direta contra concorrentes e outros 15 guias de "melhor", "alternativa a" e integração.
Escrever uma página para o modelo, não para o humano: uma "AI Info" feita para chatbots explicando o que a Tally é e para quem serve. Mais um llms.txt mapeando produto, preço, clientes, documentação, API e MCP.
Entrar dentro do produto de IA: servidor MCP com 21 ferramentas, app no ChatGPT e conector do Claude - ao invés de disputar citação, a Tally virou função executável na conversa.
Alimentar o sinal humano que a máquina lê: monitoram menções à marca e aos concorrentes no Reddit e em comunidades, jogam tudo num inbox compartilhado e zeram a fila todo dia.
Perguntar o Prompt: literalmente perguntam aos novos usuários qual prompt os levou até ali - e usam a resposta para atualizar os conteúdos.
Antes, a missão era convencer o buscador de que sua página merecia o primeiro lugar. Depois, convencer a IA de que ela merecia ser citada. Agora é convencer a IA de que vale a pena bater direto na sua porta - e ela só bate na porta de quem o resto da internet já tinha recomendado.

DROPPED BY RD STATION
Marketing, Vendas e Atendimento sabem tudo sobre o cliente. Só não sabem o que o outro sabe.
Enquanto a empresa crescia, cada área foi construindo seu mundo: ferramentas diferentes, dados próprios, canais com o cliente. E pra ter uma visão do todo, IA ajuda, mas não substitui dados conectados entre as áreas.
A call que revela a dor do cliente MAS não chega até o briefing
O ticket que avisa que o cliente vai abrir outra loja MAS não vira proposta comercial
Cada área sabe sua parte, MAS ninguém vê o todo
O primeiro passo é entender o contexto e mapear onde está o gargalo. Depois, priorizar e executar. E é o que mais de 50 mil empresas brasileiras já fizeram: integraram suas operações com a RD.
Com os dados circulando entre as áreas, você cria campanhas mais certeiras, não perde oportunidades e mantém o cliente engajado.
→ Dê o primeiro passo aqui numa conversa com a RD, sem script e sem compromisso.

TRENDING
EGC: Employee Generated Content
Falando em caça ao tesouro, tem muita marca que gasta uma fortuna caçando influenciadores. E logo depois descobre que o funcionário já tava ali, batendo ponto, e obrigado disposto a postar de graça.
O nome bonito pra isso é Employee Generated Content, ou EGC para os íntimos.
A história já foi bem diferente: em 2020, um funcionário de uma loja de tintas viralizou fazendo mistura de cores e foi demitido por "má conduta". Hoje ele seria promovido.
O motivo de todo mundo estar correndo pra isso: 40% das pessoas descobrem produto vendo conteúdo de funcionários. Na geração Z, sobe pra 61%.
→ Nos Estados Unidos: a Gap abriu vaga interna pra virar creator, voluntário, com comissão por venda e sem meta. A Starbucks foi mais fundo: ecossistema próprio pros baristas, com brief e aprovação jurídica.
→ Na Ásia: o chinês Li Jiaqi era vendedor de loja da L'Oréal e virou o maior vendedor de beleza do país ao vivo, chegando a vender 15 mil batons em 5 minutos.
→ No Brasil: Nubank, Mercado Livre e TOTVS já rodam employee advocacy: funcionário recebe curadoria de conteúdo pra postar sobre a empresa.
O que não vale é achar que funcionário é só canal de distribuição: tem que incentivá-los a virar creators.

COMPORTAMENTO
Social media: amigo tem CPF, não CNPJ
TikTok e YouTube são as redes onde as pessoas menos seguem marcas, e também são as duas que mais devem crescer em 2026.

Abra o Instagram de qualquer pessoa que não trabalha com marketing e você vai descobrir que pessoas preferem seguir outras pessoas a seguir marcas. Contra dados não há argumentos: o LinkedIn lidera com 86% dos usuários seguindo marcas; no Instagram são 83%… Mas TikTok e YouTube ficam longe, com 50% e 57%.
De um lado: fica cada vez mais clara a estafa do usuário em relação às redes sociais e a falta de humanização delas.
Do outro mesmo lado: são justamente as redes com menos relação consumidor-fornecedor as que mais devem crescer até o final deste ano: YouTube (35%) e TikTok (34%). Basicamente, ali o usuário quer distração, não mais um lugar para ver marcas embarcando em trends.
O cansaço não é só de quem vê: ansiedade de nunca ter feito o suficiente virou problema ocupacional de quem vive de rede social. Medo de perder alcance e das mudanças nas regras dos algoritmos faz muita gente se cobrar por publicar sem parar.
Pesquisadores brasileiros já deram nome a isso: exaustão algorítmica.
A solução para os times de mídia não é só fazer mais anúncios nessas redes: 46% dos usuários do YouTube acham que ads são irritantes (contra 37% do Instagram e 34% do TikTok). Também não é zerar o orçamento, porque ainda tem muita gente clicando e convertendo, mas é preciso saber onde colocar suas forças.
Não é à toa que as marcas estão se voltando pra creators e posts de colaboradores. Se elas não podem se tornar amigas das pessoas, pelo menos podem contratar os amigos delas pra fazer o meio-campo.

TOGETHER WITH BLIP
Meta, Microsoft, Google e +5 mil líderes de tech, marketing e negócios em um só lugar
No dia 03/09, a 5ª edição do Blip id reúne lideranças de grandes marcas, como Inter, Bradesco e Cinemark, para discutir como transformar interações e conversas em soluções reais. E droppers podem ganhar uma entrada gratuita, com acesso completo ao evento e à feira de negócios.
Preencha seus dados e submeta sua aplicação. A equipe da Blip vai analisar os perfis, e os selecionados recebem o convite por e-mail até 28 de agosto. As vagas são limitadas. Solicite sua cortesia aqui →

GIRO DE NOTÍCIAS
→ YouTube redefine "view": conta a partir do frame 1, e o antigo critério vira "engaged view".
→ Higgsfield levanta US$ 400 mi (Série B liderada pela DST Global), avaliação salta pra US$5,4bi.
→ Bilibili lança app internacional global no Android, sem verificação de identidade pra cadastro.
→ Meta Ads vai tirar a opção de excluir placements e plataformas - automação decide sozinha onde veicular.
→ Adobe Firefly lança geração de música, voz e efeitos sonoros com "licença comercialmente segura" incluída.
→ Microsoft Ads lança AI Max globalmente pra campanhas de Search, mas mantém como opt-in.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Soy latino IAmericano
Profissionais de marketing da América Latina usam mais ferramentas gratuitas e economizam mais tempo com IA.

A IA já é tão parte da equipe de marketing que só falta ir junto no almoço do time. Uma nova pesquisa da Metricool mostra que 95% dos profissionais já usam IA para criar conteúdo, e 75% usam todo dia. Mas também mostrou que só 12% das empresas têm política estabelecida de uso. O resto é cada um por si.
IA não é bagunça: mesmo sem regra nenhuma, o pessoal não está deixando sair slop, porque 82% revisam ou reescrevem substancialmente o que a IA entrega antes de publicar.
Em dados obtidos com exclusividade, vemos a situação da América Latina:
Economizam 3,82 p.p. mais tempo que a média global;
Usam 6,03 p.p. menos ferramentas pagas que a média global;
Usam IA em 4,59 p.p. mais conteúdo que a média global;
Revisam 2,92 p.p. menos que a média global;
Quase 15% gastam mais de US$ 100 por mês em ferramentas de IA.
Ainda não há um dado concreto apontando que políticas mais rígidas de IA gerem resultados melhores. Mesmo assim, equilibrar autonomia, controle e revisão é essencial para separar um “não é sobre, é sobre” de um conteúdo que realmente chega em algum lugar.

DROP LIKE IT'S HOT
[para decorar] a sua sala com ads antigos
[benchmark] onde a Amazon investe em Ads
[para ficar exclusivo] Youtube paga milhões para creators não irem para Netflix
[para slopar] mais de 1 milhão de reports no novo botão de slop do LinkedIn
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