Transcript 0:00 [música suave] Sejam bem-vindos a mais essa conversa ao vivo do Marketing Drops, onde nós discutimos com especialistas de mercado, também com Pedro Pivati, que é meu coeditor aqui na News, as principais notícias da semana que nós trouxemos nessa última edição, que tá disponível no marketingdrops.news, ou você pode acessar também a nossa banca digital no thedrops.com.br. 0:27 E queria dar as boas-vindas pro Menê Morgado, que vai tá aqui conosco hoje compartilhando. Seja bem-vindo, Menê. Obrigado pelo convite, Latorre, Pedro, é um prazer tá aqui com vocês. 0:38 Vamo começar comentando a, a nossa inspiração da semana. Semana passada foi uma desinspiração. Essa semana acho que é uma inspiração de verdade. 0:46 Nós vamos ver que as notícias, é, na verdade, os anúncios, né, eles tão cada vez mais raros. E uma marca brasileira comprou pela primeira vez os juízes dos jogos de futebol, mas comprou positivamente. 0:59 Eles literalmente estão patrocinando os juízes, inclusive o cartão amarelo. Eu acho que tinha uma chance absurda de dar errado isso. 1:08 Se fosse qualquer outra marca, seria engraçado, mas é uma marca de seguros, a Yello Seguros. 1:14 Então acho que faz total sentido eles tarem, é, conectados ali e com esse, esse posicionamento de: "Olha, isso é um aviso antes de que fique pior", evitando situações ruins. 1:25 Então eu achei a, a ação muito boa, tinha uma grande chance de dar errado, custou a pequena bagatela de 15 milhões de reais pra, pra esse patrocínio, mas é aquela coisa, em época que a mídia tá saturada, né, a gente precisa realmente buscar novas mídias. 1:39 É, Pedrão, Menê, alguma, alguma observação sobre essa ação? O que que cês acharam? Cara, eu gostei muito, assim. 1:45 É, eu acho que eles conseguiram, primeiro, combinar as cores da marca com a cor do cartão, então não tenho muita quebra nisso assim. 1:53 O segundo é que, cara, eles pegaram um momento que é um-- todo mundo conhece esse, né, o, o cartão amarelo, é reconhecido pelos torcedores e é um momento normalmente de tensão, discussão, né? 2:06 Nunca é uma leveza muito grande quando a gente tá falando de cartão amarelo no futebol. 2:10 E, e eu acho que eles conseguiram contextualizar isso muito legal, porque a parte do se-- o que ele-- o produto que eles oferecem é justamente essa parte de seguros e tal, então ficou meio como prevenção de, tipo assim, ó, quando as coisas derem errada, toma esse cartão amarelo aqui, aí-- e o próprio nome da marca também é Yello, com o cartão yellow, com o cartão amarelo, então acho que ficou-- eles fecharam muito legal assim, cara. 2:31 E dependendo, eu não sei exatamente quantidade de inserções, como que isso vai, vai aparecer, né? A Globo é cheio de, de, de borrar, borrar as logos alheias. 2:42 [riso] Eu acho que a quantidade de inserções não tá estabelecida em contrato, hein? Eu acho que não pode ter ali, vai ter pelo menos dois cartões amarelos por, por jogo. Trinta cartões amarelos. Pelo amor de Deus. É. 2:54 Mas eu não sei, por exemplo, como que a Globo, que normalmente costuma borrar as logos que não tão, né, tipo, não tão patrocinando eles diretamente, vai fazer pra aparecer isso aí no, no horário nobre da, da televisão deles lá. 3:06 Eu não sei, sabe? Mas acho que tem um potencial de, de, de mídia espontânea muito grande, tipo viralizar assim, sabe? Ter mais exposição. 3:14 Cara, eu acho que os 15 milhões, dependendo de quando, como que foi o acordo, né, que a gente não tem esses detalhes assim, eles acabam saindo bem baratos, na real. 3:21 É, eu não sou um cara de futebol, mas eu vi que isso já existia em outras ligas ao redor do mundo, né? 3:28 A novidade é que é a primeira vez que acontece no Brasil, você patrocinar juízes, e pelo que eu vi, nunca tinha sido patrocinado antes o cartão em si, né? 3:36 Você tinha o logo no uniforme dos juízes, na braçadeira e tudo mais. 3:40 Então eu também não sei, né, se foi a CBF que teve essa ideia e abriu as portas ali pras marcas ou se foi o pessoal da Yello que, que veio atrás e, e pediu o patrocínio, né? Acho que isso nem foi falado. 3:51 É, eu sei que o projeto foi desenvolvido pela Greens, é, que é aquela aceleradora de negócio em parceria com a Wor-Wolf Sports. 3:59 Eles que-- acho que, que, que fizeram o conceito e a ponte com a CBF, assim, mas da onde saiu a ideia, também não, não, não saberia dizer. Sabe que aconteceu uma coisa na Copa, a gente fez um monitoramento da Copa agora. 4:10 Teve uma marca, não vou me lembrar o nome dela, é, de cerveja que tava patrocinando a Copa, e eles patrocinaram o backdrop do melhor jogador. E aí cê fala assim, cara, geralmente a gente não dá muita importância, né? 4:24 Porque, é, a marca tá aparecendo, mas você-- eles tiveram um boom. Foi a Amstel Ultra? Isso, isso, ela mesma, a cerveja. 4:30 Eles aproveitaram e ap-- tiveram muita visibilidade, porque teve um jogo que o Vozinha foi o melhor jogador e essa imagem começou a, a viralizar e eles apareceram. Então acho que tem-- é o mesmo conceito ali. 4:43 Eles vão ganhar mais no, na discussão do cartão amarelo do que na ação, porque quando der aquele cartão discutível, eles vão pra roda de conversa no, hã, na TV, entendeu? As pessoas discutem muito o cartão. 4:59 E esse caso aí, o melhor jogador foi isso. Teve uma que o Messi ganhou e, e gerou mó conversa. Em social listening, é, só fazendo um gancho, a gente tem ferramentas que conseguem pegar o texto que tá na imagem. 5:12 Então a gente consegue contabilizar também um pouco desse, desse volume. Cara, vale, vale lembrar que tem estudos na M15, né, que a mensagem subliminar, muitas vezes ela funciona-- va-vamos chamar de subliminar aqui, tá? 5:24 Ela funciona tanto quanto, tipo, a, a escancarada e direta. Desse tipo de coisa que a gente acha que não está vendo, mas está vendo. Ele realmente serve pra, pra gerar lembrança de marca. 5:34 Mas bom, acho que foi assim, cara, parabéns aí pra todos os envolvidos. Selo de, de aprovação de todos que estão aqui participando hoje. Vale mais do que um premiozinho, um leãozinho de, de Cannes Lions. Tá superválido. 5:46 Vamo passar pelo giro de notícias que nós vamos ter essa semana aqui. 5:50 Primeiro a gente vai comentar sobre um novo relatório do TikTok com a WARC, que justamente saiu no, no Cannes Lions, e trazer um pouquinho da visão deles pro antídoto de iOS Lock. Tá? 6:03 E já fica um spoiler que não é produzir menos conteúdo por IA na visão deles. 6:07 A gente vai trazer também a teoria da internet seca, e é um nome que nós criamos aqui pra dizer que aumentou a quantidade de bots na internet, diminuiu a quantidade de pessoas, portanto, diminuiu a quantidade de anúncios pra serem mostrados e o custo dos anúncios estão ficando mais caros. 6:23 A gente teve uma inflação média de 12 a 30% dos anúncios, tá? Nós trazemos também um caso curioso que foi mencionado naquele relatório do TikTok com o Arc, que é a Dr. 6:33 Pepper, o refrigerante com picles, vamos contar um pouquinho dessa história, que ganhou da Pepsi nos Estados Unidos e já é o segundo refrigerante mais consumido. 6:42 Aí todos esses tópicos ele tem muito a ver com o social listening que o Mane trouxe aqui no começo da conversa também. Tá? E por último, a gente vai falar do acelerador quebrado dos bancos. 6:50 Os bancos tão investindo cada vez mais em mídia e tão tendo cada vez menos resultado de marketing. A gente tá pegando os bancos aqui como bode expiatório, mas é uma lição que eu acho que vale pra todo mundo, tá? 7:02 Então vamos pra primeira, o antídoto do AI Slop. Então, essencialmente, os profissionais de marketing eles estão insatisfeitos na maneira como eles tão utilizando as ferramentas de inteligência artificial. 7:14 Esse novo relatório mostrou que 88% dos marqueteiros dizem que a IA aumentou o volume de produção deles, mas menos da metade, 45%, diz que aumentou a qualidade. 7:28 A principal reclamação é que tudo fica muito genérico produzido pela IA, né. Então a gente tem alguns dados interessantes aqui, tá? 7:37 88% dizem que o volume do conteúdo subiu, 87% acham que a organização usa IA de forma eficaz, 40% reclamam dos estilos genéricos, 36% da qualidade imprevisível e 32% da falta de originalidade. 7:52 Um dos problemas anteriores, né, que era o problema de falta de consistência de voz de marca, falta de consistência de branding, ele já não aparece tanto assim. A gente tem 26 e 23% como problema apresentado. 8:05 Bom, vocês já sabem o spoiler, já-já leram aqui. O TikTok acha que a solução pra isso é você continuar produzindo muito conteúdo com IA, mas você fazer um loop de feedback. 8:15 Muitas vezes a gente joga ali pra IA simplesmente, né, os dados demográficos, a persona que-que a gente desenhou ali pro-pro cliente e pede pra ela gerar o conteúdo. 8:24 O que o TikTok sugere aqui é que seja algo feito integralmente o tempo todo. 8:29 Pegar os conteúdos de creators, pegar os comentários em mídias sociais pras-pras campanhas que você fez, pegar tudo que tá circulando do público, né, e sempre rodar isso de volta no briefing pra que o conteúdo ele seja 100% ou 20%, pelo menos, personalizado ali. 8:46 E curiosamente, né, nessa mesma semana, é, e graças a Deus, o LinkedIn lançou o botãozinho de "isso parece AI Slop". 8:53 A gente já tinha trazido por aqui que isso era um grande problema no LinkedIn, né, é, dados exclusivos, inéditos, inclusive, é, aqui do Brasil, que a percepção de qualidade tava caindo. 9:02 E eu acho que foi a primeira rede social que criou exclusivamente esse-esse botão. 9:07 Vocês concordam com essa visão do-- primeiro acho que todo mundo concorda, né, essa questão do uso da IA e-em queda de qualidade e aumento de volume. Mas cês concordam também com a solução do TikTok? 9:18 Já experimentaram fazer algo nesse sentido ou já viram algo bem feito nesse sentido por aí? Cara, até antes de comentar sobre isso, só comentando sobre no final do dia tem muita gente usando o mesmo cérebro. 9:29 Isso começou a viralizar, tem quase um milhão de views no X, mas dois candidatos do Estados Unidos aparentemente usaram-usaram o mesmo prompt pra criar. [risada] Não poderia ser melhor exemplificado. 9:43 [risada] E tá rodando a cidade inteira, é uma cidade pequena, então viralizou bem assim. Eu acho que começando por aí, né, o output é muito parecido. 9:51 Ééé, se tipo todo mundo tiver usando o mesmo prompt, a mesma-- as mesmas referências, o mesmo modelo. Então a chance deee-- do-do resultado final ser-ser o mesmo é muito grande. 10:01 Agora, a ideia chave, acho que o ponto final que você trouxe ali, que eu tendo a concordar por experiência própria, é, e que a gente abordou bastante no AI Drop, é justamente fechar esse feedback loop. 10:12 Você reintroduzir aquilo, é, de volta alimentando a sua IA com os pontos positivos e negativos do último output dela. 10:20 Eu vejo muita gente, muita gente usando a IA e tipo assim, saindo do zero sem customizar muito, sem dar muita informação, sem trazer contexto, sem fechar o loop de feedback, esperando que ela aprenda alguma coisa, né, que ela evolua por conta própria sem saber o que ela fez certo ou errado. 10:38 É, e um game changer pra gente aqui dentro do Drops foi justamente quando a gente começou a reabastecer a IA com esse feedback. 10:44 Então, por exemplo: ah, eu tô brainstormando ângulos de uma matéria com a nossa IA pra decidir que que a gente vai abordar ali na news, né. 10:53 Se eu não contar pra ela qual foi o ângulo que eu escolhi, ela não vai entender o porquê daquilo ali. E na próxima vai continuar sugerindo coisas que talvez sejam fora de contexto. 11:02 Então hoje em dia, tipo, depois da-da-da edição ser enviada, a gente re-retroalimenta a IA e tipo assim ó: "olha o resultado final de tudo que a gente fez". 11:10 E depois, se tiver, né, disponibilidade e tempo ainda dá os comentários em cima daquilo. Mas só de retroalimentar com a versão final do que foi publicado, ela já entende que o que foi a preferência e começa a cruzar ali. 11:22 É, eu acho que isso é chave pro negócio evoluir assim, não tem muito-- senão, de novo, volta ao exemplo que a gente mostrou dos outputs ser muito-- serem muito parecidos, né? 11:31 É, e no-- e acho que a gente trouxe o exemplo do LinkedIn que terceirizou a culpa, né, do qualquer pessoa pode marcar como seems like AI Slop, mas acho que o Snap essa semana também tirou, é, conteúdo tirado por AI do Spotlight, ou seja, o algoritmo não vai impulsionar se identificar que-que é inteligência artificial. 11:50 O Reddit também tá considerando fazer-- diz que fez um The Purge de bots de AI lá dentro, é, que ninguém consegue mensurar se é verdade ou não, ou quantos dos bots diminuíram, mas dizem eles que fizeramFizeram. 12:03 E eu acho que o, o Instagram começou de forma automática a adicionar o label deee AI generated. Inclusive na legenda, assim, se você usa a legenda, é, ele oferece ali, mas ele, ele coloca o label que, que é AI generated. 12:17 E foi engraçado que a, a minha esposa publicou uma foto com isso e usou AI pra legenda. Só que daí sai no resultado final que esse post foi gerado por AI. 12:25 A foto não tinha, [riso] mas a primeira coisa que o, que quem tá vendo olha e fala assim: "Mas que que ela alterou aqui, né?" Tipo assim, pare-- dá a entender que é a foto que é a alteração, né, não a legenda. 12:36 Algumas edições atrás, a gente falou especificamente, né, sobre, sobre o uso de AI e como as marcas tavam lidando com isso. E teve aquele caso que foi polêmico, né, da, da foto do Thales Gomes com o Zuckerberg também. 12:49 Apareceu o label de, de AI e aí ele simplesmente falou: "Não, pô, só joguei ali no ChatGPT e pedi pra ele melhorar, né". Tipo, pode ter acontecido. É, mas não dá pra saber. É. É, exato. 12:59 Não dá pra saber se a pessoa trocou o Trump ou se foi uma vírgula, né, na legenda. Mas o label vai ser o mesmo. 13:07 [riso] É, inclusive tá começando a ter legislação na Europa, né, pra regulamentar esse, esse label de, de AI, assim. Vamo ver se pega. Já tentaram fazer com Photoshop, com várias coisas e nunca pegou direito, né? 13:18 Mas eu acho que o, o ponto é esse, né? 13:20 Se você simplesmente usar o AI- Eu só ia comentar que esse negócio de identificação de AI, a galera rodou a Declaração da Independência Americana escrita em 1800 e não sei quanto- Sim, uns anos aí...no detector de AI e deu tipo 95% gerado por AI, sabe? 13:35 Ou a gente tá viajando no tempo aqui, [riso] vai ser-- ou o detector não é tão fidedigno assim também. 13:42 Mas esse, esse AI Slop já tinha o não-- do, do LinkedIn, tinha o não oficial, que era um plugin, quem me passou foi o Gustavo Esteves da, da Métrica Boss, acho que foi o sócio dele que criou, que era uma descarga. 13:54 Era genial, assim, cê via um post, cê tinha um botão de descarga no LinkedIn, aí ele fazia o barulhinho da descarga, o post só ia rodando assim e cê nunca mais vê o post daquela pessoa na sua timeline. 14:04 Melhor plugin do LinkedIn possível. Mas fechado, acho que faz sentido esse, esse, esse feedback loop. 14:11 O TikTok fala que só 17% dos profissionais fazem isso por enquanto, né, e a tendência é que todo mundo faça, pra que não seja todo mundo produzindo a mesma coisa. 14:20 Tem, tem um ponto que é legal que, que a gente tá falando. Essa parte de você retroalimentar o teu prompt com IA, né, não é novo, né? A gente faz isso em, em listening, social listening. É justamente isso. 14:33 Quando você posta alguma coisa, a sua expectativa é que as pessoas comentem, e você não se atentar aos comentários, quer dizer que cê tá postando meio que por postar, né, no caso duma marca. 14:45 E isso se aplica agora também. Tipo, é como uma troca mesmo. Olha só, o, o-- tipo o Pedro falou uma coisa legal: ó o resultado do que a gente produziu, sabe? Eu sou meio brother do, do, [riso] da minhas LLMs. 14:56 Ó, a gente fez isso aqui ou isso aqui funcionou. Pô, olha isso. Então essa troca vai ajudando e depois você sempre vai conseguindo melhorar pra que cada vez, é, vá tendo seus inputs e você vai aprendendo a trocar também. 15:11 Eu acho que parte de-desses números que você trouxe aqui, principalmente lá no final, assim, os 26% do tom de, de marca ou inconsistência, são as pessoas aprendendo a usar isso. 15:22 As pessoas vão aprendendo e isso vai melhorando mesmo. Boa. Teve um caso, né, que tava nesse relatório do TikTok que eu precisei investigar mais, assim, que foi o caso da Dr. Pepper. 15:31 Foi a primeira vez em acho que 100 anos que-- e essa notícia em si ela já é um pouco velha, tá? Assim, ela é de 2025, 2024, mais ou menos, que eles superaram. 15:40 Mas saiu nesse relatório do TikTok e o TikTok atribuiu tudo à social media. Então eles falaram basicamente: "Ó, Dr. 15:46 Pepper é um dos principais exemplos disso que a gente falou aqui, que você precisa fechar o feedback loop e criar as campanhas a partir do que as pessoas falaram". E aí eu fui investigar. 15:55 Eu falei: "Será que, será que foi só isso mesmo, né? Será que foi realmente você fazer o social listening que fez a marca ficar em segundo lugar?" 16:03 A resposta, o spoiler, é que não, tem muito mais coisa envolvida nisso, mas de fato, o CMO da marca tem essa teoria que ele chama de build from social, né, onde você pega tudo a partir dali. 16:13 Vê se você consegue abrir aí, Pedrão, pra, pra gente mostrar pro pessoal. O melhor exemplo é esse aqui. Teve um usuário, cara, um creator, que nem sei se é um creator, é um-- é alguém do TikTok. 16:22 Sabe quando cê tá cantando uma música bem nada a ver, assim, cê tá meio viajando e, e tagarelando alguma coisa? Ele tagarelou uma música pra Dr. Pepper. 16:30 Bombou, teve 42 milhões de views essa música e três dias depois os caras tinham transformado num comercial no principal evento esportivo que eles já patrocinam há mais de 14 anos. 16:41 Nesse caso, realmente é um você escutar, você fazer esse feedback loop, você pegar o que tá acontecendo nas mídias, nas mídias sociais e você trazer aqui pra, pra visão final. 16:52 Ficou muito bom, realmente, o jingle, o jingle pega na cabeça, é, veio dos usuários, né, eles com certeza sentiram essa conexão, eu achei muito bom. Mas teve um outro caso também que eles não fizeram isso. 17:02 Aí em 2024, a Dr. Pepper viralizou de novo com uma outra usuária de TikTok colocando picles dentro do, do refrigerante. Sabe quando a gente corta limão, gelo, gelo e limão na Coca-Cola? 17:16 Aconteceu uma moda nos Estados Unidos de colocar picles. Eu não achei o, a música, mas, é, ó lá os picles É então, você coloca o picles ali e tal. Milhões- Até arriou o estômago. [riso] É, é bizarro, né? 17:31 Mas eu, eu tomaria. Eu tomaria sim, eu gosto de experimentar coisas estranhas. A marca não aproveitou. 17:37 Quem aproveitou foi uma lo-- a lanchonete, né, ééé, uma, uma rede dos Estados Unidos que chama Sonic, que é meio conhecida por bebidas estranhas assim. 17:44 Eles transformaram em algo oficial, mas a marca escolheu não, não aproveitar. Não, não sei por quê. É, não sei se vocês têm um palpite, talvez por, por ser nojento mesmo pra muita gente, eles escolheram não utilizar. 17:55 Eu tava lendo também, me aprofundando, que essa matéria me deu muita curiosidade, cara, porque eu já experimentei esse Dr. Pepper e eu acho muito ruim. E eu odeio picles também. 18:04 Então, tipo, juntou duas coisas muito ruim em um negócio só e isso se tornou o segundo refri mais vendido do, dos Estados Unidos. Eu fiquei muito de cara, assim. 18:13 Aí eu fui dar uma mergulhada no-- e, e descobri uma história que é interessante, tipo assim, primeiro que é a primeira vez que isso acontece de tipo, a Pepsi perder o segundo lugar desde 1985. 18:25 É, e daí eles contando que a muda-- essa mudança começou num consultório de dentista em Utah. Daí por volta de 19-- 2010, os pacientes começaram a frequentar um drive-thru chamado Swig e pedir a Dr. 18:37 Pepper com creme de coco. Pouco mais de um mês, já haviam apelidado a bebida de Dirty Dr. Pepper. E daí a Dr. Pepper pegou e registrou a marca Dirty Soda e reformulou todo o cardápio em torno da ideia. 18:49 Aí os refrigerantes personalizados tornaram-se o equivalente aos coquetéis artesanais locais. É, essa, essa tendência do Dirty Soda é o nome dessa tendência, né? É, é registrado pra Dr. 19:01 Pepper, o nome dessa tendência, regis-registro deles. Interessante. 19:04 E daí depois eles contam que em 2021, a Olívia, a Olívia Rodrigo postou uma foto com o copo da Swig, é, e a tendência ultrapassou as fronteiras daquele estado. A Sonic adicionou o creme de coco e limão no cardápio. 19:16 A Jack in the Box criou versões do Dirty Soda à base do Dr. Pepper. E em maio desse ano, o McDonald's incluiu o Dirty Dr. Pepper no cardápio de quase 14 mil unidades. 19:28 A presença, a presença da bebida nos cardápios apenas 2%, mas cresce 42% ao ano. Eles são bem rápidos em reagir a isso, né? Tipo assim, vê que tem um timing ali. 19:39 Me lembra um pouco do caso do, daquele que a galera chama de fast vertising, né? Que eu acho que foi cunhado o termo ali com o Deadpool. É, idóneo. Ryan Reynolds. 19:48 É Ryan Reynolds, que ele também, cara, tipo assim, tenta aproveitar muito alguma, algum viral, alguma coisa que aconteceu, que tá bombando e lançar, tipo assim, algum ad, alguma campanha dias depois utilizando o mesmo conceito e pegando a impulsão daquilo lá, sabe? 20:05 Acho que a Dr. Pepper faz isso muito bem. O Burger King também no Brasil já tem até a fórmula pronta pra isso, né, cara. Viralizou alguma coisa, três dias depois tem a, o que viralizou comendo hambúrguer, assim. 20:16 E que na prática funciona, né? Agora, achei, achei o comercial aqui pra mostrar pro pessoal, vou, vou compartilhar minha tela. [ruído] Ih, não vai dar. Depois mando. 20:28 Cara, tá na, na matéria aqui mesmo, em, em três dias virou comercial oficial. Aí tem um reels bem curtinho, tem um shorts do usuário cantarolando e logo s-na sequência... 20:38 [música] Cara, básica a notícia. Foi informação bobinha, simples assim. 20:56 Pegaram a musiquinha do cara, profissionalizaram e transformaram no jingle oficial da, da marca. Eu gostei do jingle. [riso] Mais do que da bebida e do picles. 21:05 [riso] Agora, antes da gente entrar no, no verdadeiro motivo de porque eles cresceram, que não foi simplesmente ficar reagindo rápido, quer trazer algumas experiências suas, Menê, com social listening, marcas que-- com picles? 21:17 É isso que eu ia falar, assim, eu acho que, pô, o BK ele reage rápido, porque ele já, ele já tem método pra isso. 21:24 Aí a ajuda-- e é isso, assim, eles escutaram, identificaram e, e agiram rápido, como a gente já viu outras tantas marcas fazendo. Eu lembrei duma história, eu acho que era a Corona. 21:35 Viralizou, as pessoas começaram a tomar Corona com limão. A-as lideranças chegaram e falou: "Cês tão fazendo errado, cês tão tomando errado". E aí falaram: "Não, é o consumo, né, isso acontece". 21:47 No final do dia, assim, o, o consumidor que manda, né? O consumidor bota batata no sorvete e é isso, então... Essa tendência do Dirty Soda todo mundo fazia quando criança, pô. 21:58 Quem nunca foi numa festa de criança e misturou Guaraná com Coca, com Sprite tudo num copo só? Agora tem uma nova, uma nova também da Corona, Menê, que eles tão misturando, tá virando moda de misturar Corona com Aperol. 22:11 É Aperona. Então também, tipo assim- Dirty Beer. É o Dirty Beer. É o Dirty Beer. 22:17 Eu admito que experimentei, não, não fui muito fã não, mas teve várias outras que fizeram, tipo assim, acho que a, se eu não me engano, a Heineken lançou uma também que é numa pegada meio soft drink assim, que tem álcool, mas é um gostinho de champanhe terrível também, mas assim- Sucesso...na opinião minha. 22:35 Isso é sucesso total em cervejas e, e restaurantes veganos, né? Suco de alecrim com mel. Cara, não, eu só quero um, um suco de laranja. Não, capim-santo com tal. 22:49 Na cerveja, cê tem a Michelada, né, mexicana, que é bem famosa com limão e pimenta, né? Então, acho que as marcas vão inventando e, e absorvendo. 22:58 Agora voltando pro segredo, né, do, do, do mistério mesmo, assim, por que que de fato cresceu tanto a Dr. Pepper? E o segredo, infelizmente, é dinheiro, como sempre. 23:08 Talvez não do caso dos bancos que a gente vai ver, mas eles tiveram uma fusão, receberam uma grande injeção. 23:14 E aí enquanto Coca e Pepsi cortaram de 40 a 54% da verba de TV, eles mantiveram a mesma verba que eles tinham, não cortaram nada. 23:23 Então não tem segredo, mais share of voice, mais venda, tem que aparecer mais que o concorrente. Fora isso, distribuição, né? 23:30 Então o fantasma do Byron Sharp sempre nos segue Presença física, disponibilidade física, disponibilidade mental. 23:36 Como eles não são refrigerante de cola e eles têm esse gosto estranho aí que o Pedro comentou, eles podem tá em qualquer máquina de refrigerante do lado da Coke e da Pepsi. 23:44 Entãooo eles não, não concorrem diretamente e podem tá na mesma máquina, tá? 23:48 E por último, eles aproveitaram de fato essa tendência aí do dirt soda, lançaram vários sabores e isso faz sentido, realmente veio do build from social, mas a verdade é que sem dinheiro, sem gasolina, não resolve nada e a gente vai ver isso, né, na, na próxima matéria. 24:06 Vamo até falar sobre ela direto, né? Saiu essa, esse estudo. É um estudo da, da Uncover, que é uma empresa, cara, bem bacana, tem revolucionado aí o Brasil, né? 24:15 Patrocinador nosso aqui também, vale, vale deixar o disclaimer, mas tem revolucionado o Brasil com o marketing mix modeling. Eles têm sido pioneiros nisso por aqui e com a Winning também. 24:24 E eles fizeram esse estudo especificamente no segmento bancário e financeiro. O que que eles identificaram? Segmento investe de duas a três vezes mais, mas tem resultados cada vez piores, 27% abaixo da média. 24:38 Isso tanto no volume, tá, de produção de conteúdo orgânico que a gente tá falando, quanto também no volume de investimento. 24:44 Então só na parte de conteúdo produzido, volume de vídeos aumentou 22%, volume de creators aumentou 32%, os views por vídeo subiram de 13 pra 25 milhões, o engajamento por vídeo só cresceu 3% e a taxa de engajamento caiu 38%, né? 25:01 Então apesar de você aumentar muito o volume de produção, a taxa de engajamento caiu, que é um pouco do que a gente tá falando. 25:08 Sem fechar esse, esse feedback loop, né, se você simplesmente vai produzindo conteúdo cada vez mais, vai, vai investindo mais, sem você voltar e ver o que tá de fato funcionando, você vai tá jogando dinheiro fora, né? 25:20 E como eles tentaram resolver? Tentam resolver com anúncio de performance, né? Clica aqui, converte. Então eles diminuíram 30% o investimento em awareness [latidos] e 50% o investimento em consideração. 25:31 Enquanto, né, o baseline ali do segmento, ou seja, o que que é o baseline? 25:35 É tipo, ah, quanto que o volume de novos clientes depende essencialmente da, da marca, né, de quantas pessoas lembram e conhecem a marca, vem 40% disso. 25:44 Pra nós, acho que fica umaaa, realmente um bode expiatório assim, pra ver que os bancos têm dinheiro bastante pra gastar, mas eles fizeram essa aposta de focar tudo em conversão, focar tudo em volume, esquecer de marca e não tá dando tão certo assim. 25:58 Não acho que eles tão preocupados também, mas fica esse, essa visão pra nós. Pô, eu acho que eles tão preocupados sim, só na-- talvez ainda não tão sabendo como, como manejar. A gente passou por isso muito em conteúdo. 26:12 Lembra que a gente começou produzir conteúdo e cada vez os times foram se especializando mais em SEO, SEO, SEO, SEO, SEO, SEO. E de repente, os textos foram ficando chatos. Quem fazia malfeito, né? 26:25 Tipo, não se preocupavam com a sua experiência de consumo desse conteúdo, só se preocupava em ele aparecer pra você. E aí o que a gente teve? Muito clique. 26:35 Então o mercado começou a se organizar envol-- em torno desse, desse número de cliques, como se o clique fosse o principal. E quando as pessoas começaram parar de clicar, todo mundo também ficou sem saber o que fazer. 26:49 Então acho que mídia passa por esse mesmo caminho assim, mídia performance, né? Esse exemplo do SEO é, é legal. 26:55 Eu lembro de uma empresa, ela já fechou, não lembro o nome dela, mas era uma empresa bem agressiva de, de SEO, que os caras eles batiam na porta mesmo assim com vendedor físico das lojas. 27:05 Falava: "A gente tá abordando essas 10 empresas pra fechar com uma". Eram seus 10 concorrentes e eles de fato faziam você rankear no Google. 27:12 Só que o site ficava tão ruim que cê não conseguia comprar e nem pedir pelo site, sabe? E tinha uma carinha específica assim do, dos sites que eles faziiiam. Era, era uma loucura, cara. 27:22 Foi um, foi um delírio coletivo assim. Um monte de empresa comprava pra ficar em primeiro lugar do Google e cê não conseguia nem fazer o pedido ou tinha produto errado também, cidade errada. 27:31 Foi um delírio coletivo geral assim que de certa forma a gente tá vivendo ainda, né? Com cliques, com performance, com tráfego. 27:38 É, agora fica cada vez mais claro que o tráfego ele não é tão importante assim, o que vale é o resultado final. Não sei se cê quer comentar alguma coisa, Pedro? É, acho que eu tenho dois comentários. 27:47 Um é que me surpreen-- tipo assim, surpreendeu, não sei se é a palavra certa, mas é porque eu sempre tive na cabeça que o setor de, tipo, viagens, passagens, hotéis e até o e-commerce eram talvez as verticais que mais investiam em mídia, é, em mídia digital. 28:03 Mas faz sentido isso também ter movido pro setor financeiro nos últimos anos. É, então não, né, é uma surpresa, mas também não é uma tanto surpresa assim. 28:12 Se a gente pensar que o LTV de um produto financeiro provavelmente é muito maior do que o de um e-commerce e de um vendedor de passagem aérea, faz sentido que eles também tenham mais, né, elasticidade pra investir em mídia e pagar mais alto pelo CAC, se o LTV vai ser maior também. 28:30 E acho que teve um boom, né? Tipo assim, talvez o, o Santander da vida e a Caixa não tavam investindo tanto em mídia, mas os Nubanks da vida, as fintechs, é, 28:41 é, EQIs e tal, já, já vem com-- já nascem, né, é, depois da internet discada, né? Da era da internet discada e daí já vem com isso mais no, no DNA assim. É, não, com certeza é isso, né? 28:52 Tem essa migração pro digital, não, não tem como fugir. Aí aproveitando, acho que falando dessa, dessa questão do digital, a gente vai pra teoria aí da internet seca. 29:01 Acho que todo mundo conhece a teoria da internet morta, que diz que a maioria das pessoas está falando pra robôs ou pra ninguém na internet. 29:07 Já é fato que tem mais tráfego de robôs do que de gente na internet, já trouxemos essa notícia por aqui, mas a consequência, né, que acho que ninguém pensou muito, é essa seca de anúncios. 29:17 Então começou a acontecer no Reino Unido, tá? Pra ser bem claro, assim, exemplificar, ser muito didático. O que que acontece? 29:23 Vamos supor que as pessoas elas não tão entrando mais nos portais de revistas no Reino Unido e tão pegando as coisas direto, é, no ChatGPT. As pessoas não tão entrando mais no Google e tão pesquisando direto no ChatGPT. 29:36 As pessoas não tão entrando mais na Amazon pra pesquisar as coisas, estão pesquisando direto na LLM de preferência deles. O que que acontece? 29:43 Tudo isso é menos público vendo anúncio, é menos inventário de anúncio disponível, né? É menos oportunidade das marcas se comunicarem com aquele consumidor, né. 29:53 Então isso faz cair a disponibilidade de anúncio e começa a aumentar o preço desses anúncios. 29:58 Então, por exemplo, lá o feed do Meta, que as pessoas ainda tão lá rolando o Instagram, feed do TikTok, onde as pessoas ainda estão de fato, tem subido o preço sempre. 30:07 A gente tem aquele gráfico ali embaixo, que eu acho que é, que é bem interessante de ver, que dá pra ver que teve um, um pico muito claro, né, do, do custo por mil, do CPM ali no, no Meta, no mundo inteiro e no Brasil também. 30:19 Acho que muito pelos eventos globais, pela Copa do Mundo e tudo mais, mas tem uma tendência de crescimento que não dá pra negar ali. 30:27 Então o volume investido cresceu 27%, preço por anúncio subiu 12%, as impressões cresceram 14%. 30:34 Pra você comprar a mesma coisa que você comprava no ano passado, você precisa aumentar pelo menos 10,7% pra ter o mesmo, o mesmo alcance Então é um efeito que eu acho que todo mundo sabe, né, que a mídia vai ficando cada vez mais caro. 30:48 Mídias especializadas, então, como é o caso das revistas, né, tem revistas e publicações no geral. 30:53 Tem um estudo que a gente já trouxe aqui do Profitability 2, que mostra que esse tipo de publicação é o que tem a maior taxa de retorno. Então é natural que ele vai ficando cada vez mais caro. 31:04 É a inflação permanente de mídia que, que a gente vive assim. Aumento de volume, como a gente viu lá no começo, queda de resultado e as pessoas fazendo cada vez mais do mesmo, né? 31:14 É um ciclo meio vicioso, assim, não sei se tem uma, uma saída pra ele ainda. 31:18 E mídia tem toda essa questão de otimização e você criar agentes que produzem o seu criativo, copy, muito mais anúncios sendo feitos, porque agora ficou fácil fazer anúncio. 31:32 Então se o teste A/B é um teste A/B/C/D, as pessoas têm testado mais e aí vai perdendo a diferenciação. 31:38 O que que o seu anúncio tem de diferente ou pensar numa campanha, pensar, sei lá, num final pra que ele se torne relevante. Já é muito difícil alguém ver, né, alguém parar e prestar atenção. 31:51 E quando a pessoa parar e prestar atenção, ela encontrar alguma coisa que realmente valha a pena, né, e não só, hã, um anúncio pelo anúncio. Tá no mudo, Pedro. 32:01 Fui censurado aqui só porque eu tava fazendo uma auto-promotion. [riso] O meu comentário ia ser justamente: gente, varia, né? 32:09 Tipo assim, variem os canais que você faz um anúncio, o CPM vai continuar ficando mais caro, mas newsletter é uma ótima opção de investimento, com uma atenção dedicada do, [riso] do usuário final. 32:19 Mas brincadeiras à parte, cara, pra mim nenhuma notíciaaa surpreendente nisso, né? Sempre ficou mais caro, vai continuar ficando mais caro. É, não vejo nenhum cenário aonde CPM abaixa, alcance aumenta e não sei o que lá. 32:34 Acho que cê tem outras manivelas pra tentar ajustar ali, de melhorar conversão, melhorar LTV, ampliar canal e etc. Mas vai ficar mais caro, cada vez mais caro pra todo mundo assim. 32:45 O que eu disputo um pouco, que eu acho que talvez va-- ainda a gente tá nesse período de transição e aprendizado e tal, mas que ainda não se provou tão catastrófico quanto os anunciadores apocalípticos falavam antes, é que busca vai acabar. 33:01 Cara, busca continuou crescendo, por exemplo, né, tipo assim, o Google tá ainda imprimindo grana sem parar. Eu acho que do, do ano passado pra esse, trimestralmente falando, cresceu um ponto três. 33:12 Não, nos últimos dois anos cresceu um ponto três e conversão de, é, de consulta em AI, ao invés de mecanismo de busca, converte 2,2 vezes mais do que, é, as buscas, hã, online. 33:26 Então acho que assim, ao mesmo passo que uma, tipo CPM de me-de Meta Ads sobe, AI diminui o-o tráfego orgânico, cara, vão surgindo alguns outros canais e outras possibilidades de investimento e de estratégia de-de-de aquisição, que meio que eu vejo com-com-com bons olhos assim, sabe? 33:46 A sua caixinha de ferramenta ampliou, apesar de cada uma das ferramentas terem ficado às vezes mais difíceis ou mais caras, né? A resposta, no fundo, é comunidades, né? 33:55 É você comprar mídia que tem autoridade já perante uma comunidade. Por isso que as revistas, por exemplo, o equivalente moderno, são as newsletters, é que davam a melhor taxa de retorno. 34:04 Cara, cê tem ali aquele público que já consome e confia na, na autoridade, diferente de um outdoor, né, sei lá, por exemplo, de um anúncio na TV. Inclusive, eu vou aumentar o seu jabá e começar o giro de notícias. 34:16 A gente teve uma, uma notícia essa semana que a revista Time foi a primeira que começou a servir anúncios feitos pra agentes de IA. 34:23 Há um ano atrás a gente trouxe um estudo acadêmico já sobre como os agentes de IA eles leem a publicidade. Então isso não é um tema novo. 34:31 E basicamente o que esse estudo acadêmico mostrou, a gente já trouxe ele há, há um tempo atrás, é o seguinte: os agentes de IA eles leem a publicidade, só que eles leem o que tem de informação prática pra ser consumida. 34:42 Eles não ligam tanto pra, pra parte emocional que nem os humanos. 34:46 Então, se eles leem um anúncio que diz que tem uma promoção de Dia dos Pais, eles vão olhar e eles vão dar preferência pra aquilo, porque tem uma promoção de Dia dos Pais ali. 34:53 Se eles veem um anúncio que fala que a marca, tipo, é melhor qualidade do que a outra, eles vão prestar atenção naquilo também. 34:59 Então é interessante, porque basicamente quando eles falam que eles tão fazendo esses anúncios focados pra IA, o que que é? 35:05 É uma ferramenta que eles usam e colocam mais informação no anúncio, que não é simplesmente o banner, mas que tem um FAQ sobre a marca e tem outras coisas. 35:13 Então a revista Time diz que foi a primeira, mas a gente já faz isso aqui na Drops há algum tempo. 35:18 Todos os anúncios que a gente tem, todas as inserções de patrocinadores, elas já vêm com conteúdo escrito com CTA, com outras coisas que são lidos pelos, pelos agentes. 35:29 Não, não sei se fomos os primeiros, mas já tinha mais pessoas que faziam isso, com certeza. Mas é uma notícia curiosa aí pra, pra nossa semana. 35:35 E é uma realidade, né, que a gente tem que considerar, que os agentes de IA fazem uma pré-seleção pros consumidores. Não tem como, como negar isso. Eu acho que não é só anúncio, não. 35:46 Tipo, acho que a gente viu algumas marcas que tavam fazendo, tipo, versões de sites diferentes, uma pro consumidor humano, uma pra inteligência artificial, em formatação.md ali pra facilitar a leitura, pra tentar também, né, que o, que o, que os crawlers de AI indexem aquele conteúdo de-de-de EO ou qualquer que seja a nomenclatura usada, né, que tem um monte de nome ainda pra, pra quem tá matando o CEO ou o S-SEO. 36:15 Mas também acho que a Times não foi a primeira, não, mas assim, segundo a Times, a Times é a primeira a servir anúncios [riso] de AI pra AI. Eu, eu acho que isso é, é bem relevante e vai acontecer, né? 36:26 A gente vai aprendendo como fazer também. Eu tava numa discussão esses dias com o time de conteúdo aqui, e aí eu falei assim ó: "Vamo fazer o seguinte: quando a gente fizer um, um artigo, um estudo". 36:39 Aí eu falei: "Eu quero que tenha um botão aqui, converse sobre esse conteúdo". Aí eles falaram: "Mas como assim?" 36:45 Eu falei: "É, a pessoa vai clicar, no nosso caso a gente tem o chat, e esse ch-- esse agente vai tá carregado com a informação e você vai conversar sobre ele". 36:54 E aí eu falei: "Eu-- e eu quero outro botão ainda, que eu quero baixar o arquivo MD", porque eu tenho o comportamento de que muitas vezes quando eu tô indo trabalhar, é, eu vou conversando com o Gemini, pô, treinar inglês ou falar de alguma coisa. 37:08 É, o que eu tenho feito, eu subo um arquivo MD e converso sobre o conteúdo. Cara, é animal. Qual é a conexão? 37:15 É claro que a gente tem que escrever pra IA consumir massa, mas eu acho que é você criar pra que as pessoas consumam com o IA, o que é diferente. O que nós chamamos aqui no passado de prompto-- promptable brands, né? 37:31 Você ter marcas que são preparadas pra Pra serem consumidas através de prompts. Eu acho que isso acontece bastante. Eu inclusive tenho uma visão um pouco polêmica, tá? 37:39 De que a IA não vai mudar tanto assim o nosso comportamento de consumo. Polêmica? É, não cabe, não cabe discutir aqui, é o tema do, do meu próximo livro. 37:49 Eu tô-- acho que é um argumento longo pra, pra fazer uma comprovação assim. Mas o ponto, né, é que as pessoas usam IA. 37:58 E eu, assim, eu tenho lido muito o que esses caras escrevem, os caras, os tech bros assim, né, que tão, tão no cerne da IA. E cê vai ver o site desses caras, não existe mais interface assim. 38:08 É tudo conteúdo cru praticamente jogado, tipo branco e preto, porque obviamente é feito pra ser consumido através de, de LLMs, né, e não através de, de interface assim. 38:19 Então essa é uma visão interessante, acho que as coisas vão, vão mudar sim, com certeza. 38:23 E gostei dessa frase aí que você trouxe, Menay, que a gente não tem que escrever pra LLM, você tem que escrever pensando que alguém vai usar a LLM pra consumir aquele conteúdo. Eu falei isso? Cê falou. Pô, isso é legal. 38:34 Bom, boa frase essa. [riso] Mas voltando lá pro começo do nosso papo, né, sobre o short feedback loop, vamo ver o que a gente aprende com isso, né? 38:44 Então vamo fazer, vamo-- só vamo tentar errar barato sempre que possível. Eu vou fechar então com o nosso giro rápido aí de notícias da semana. 38:54 Aí se vocês quiserem fazer um último comentário em cima de alguma dessas notícias também avisa, mas eu vou passar por todas elas. Bom, primeiro Meta, né, tá cada vez mais rico aí. 39:04 Faturou 20% a mais em receita de anúncios nesse trimestre em relação ao trimestre anterior. Tudo isso contribui pra essa inflação que a gente tá falando. 39:12 O Reddit também sempre crescendo, cresceu 18% em quantidade de usuários, né, é, e 61% em receita. O Bing, é, cresceu 10%, coitado, ele nunca cresce muito ali, mas tá sempre crescendo também. 39:26 Tá no jogo ainda, tá dentro, tá continuando. Não tem regra, tá todo mundo sempre, sempre crescendo mais. Algumas outras notícias técnicas rapidinha. 39:34 O ByteDance, né, que é dona do TikTok, lançou um novo modelo de IA que faz vídeos de até 30 segundos com áudio ali, né, o que é três vezes mais, se eu não me engano, do que o, o Gemini faz hoje, tá? 39:46 Então vídeos por IA cada vez mais fáceis de fazer. Na contramão, o YouTube lançou um tipo de anúncio só em áudio pra quem só tá escutando música ali. 39:54 Aí você não, não tem um vídeo pra mostrar, mas cê tem um anúncio de áudio, ele botou isso dentro do inventário dele. 40:00 E o Spotify também lançou uma, uma nova métrica de, de campanha pra você ver quanto que o Discovery Mode impacta o consumo ali do seu podcast, ou se você também é músico, né, e tem algum conteúdo aí no, no Spotify. 40:14 E o Google Analytics também começou um novo diagnóstico que aponta pequenos probleminhas de URL nas campanhas. Então mais automatização aí pra gente. 40:23 São notícias mais técnicas, mas acho que o tema central geral aí do nosso, da nossa semana é que nem sempre o aumento de produção, aumento de conteúdo, de volume de investimento impacta em resultados mais positivos. 40:38 Então, assim, ó, foram as notícias da semana aqui no marketingdrops.news. Espero que você tenha aproveitado os conteúdos. 40:45 Se você quiser continuar a discussão, nós temos um grupo de WhatsApp e não deixa de assinar, claro, o marketingdrops.news. Muito obrigado e até a próxima semana.